quarta-feira, 23 de maio de 2012

Redes sociais e mídias sociais ou... sobre quando fragmentaram nosso espaço público



Há muito se foi o tempo em que éramos donos, total e absolutos, de nossos próprios destinos, decisões e opiniões. O advento da internet e das mídias sociais, agregadas aí aos mecanismos que nos levam à comunicação imediata de onde quer que estejamos, mudou nossos ritmo de vida, comportamentos e, mais recentemente, o preço que pagamos por tudo isso.

Este foi o tema de um bate papo que tivemos hoje com alunos da escola estadual Jamil Kauam, aqui mesmo, em São José do Rio Preto onde, com alunos dos três anos do Ensino Médio, debatemos um pouco sobre as mudanças que as novas tecnologias da comunicação implicaram em nossas vidas.

Eu, do tempo em que provas de amor eram dadas por palavras e alianças no dedo. Eles, da época em que amor é atestado com senha de Facebook coletivo. Eu, do tempo do telefone de ficha; eles, telefone de ficha?! Eu, do tempo das cartas, eles, da troca de MSN... Sim, todos sabemos usar as novas tecnologias para encurtar nossas distâncias ou revelar nossos momentos de alegria, tristeza, raiva, ira, contudo, sabemos pensar as conseqüências disso?

Para citar alguns exemplos entre os que li e os que já vi, um Dj deportado da Austrália por conta de um post no twitter onde, no período de férias que passaria naquele país, indagou a um amigo sobre a possibilidade de tocar em alguma festa gringa. Foi interpretado pela imigração como trabalhador ilegal. Um jornalista, ao final de um teste de seleção para trabalhar na redação do Globo Esporte, foi eliminado pelo mesmo motivo – dias antes da entrevista, havia criticado com palavras duras um dirigente de futebol. O consolo? Quem averiguou seus post no twitter foi o próprio Tiago Leifert.

Mais próximo, uma amiga desabafou ao meio do dia que não suportava mais a pressão do trabalho. Não teve que voltar a ele no dia seguinte. Um outro, no mesmo tom de desabafo, tentou reverter o assunto quando o foco de seu cansaço se manifestou também pelo Facebook e ao pensar que saíra sutilmente pela tangente foi delicadamente advertido com um “...tá esperto heim...” pelo próprio alvo de seus lamentos.

Cada vez mais, empresas voltam-se a nossa vida social virtual para conhecer quem contratam, como contratam e, em especial, se devem ou não contratar. Estar atentos a isso o quanto antes é fundamental para evitar surpresas no futuro. Os tempos mudaram, nossa forma de comunicação mudou e, com elas, também suas conseqüências.

Para entender um pouco mais, dois endereços bastante úteis para que possamos aprender a principal lição quando se fala em rede e vida social – cautela, sempre!




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